5 insights sobre programas de loyalty e lealdade do cliente em 2026

Os programas de loyalty deixaram de ser táticos. Em 2026, eles se tornam infraestrutura de relacionamento baseada em valor real, simplicidade e confiança.

Programas de loyalty e lealdade do cliente entraram em 2026 como um dos principais pilares do relacionamento entre marcas e pessoas. Promoções, incentivos e benefícios deixaram de ser ferramentas pontuais. Hoje, funcionam como infraestrutura contínua de valor, confiança e recorrência.

O contexto explica essa mudança. Vivemos um cenário de incerteza permanente, no qual instabilidade econômica, pressão financeira e excesso de estímulos redefinem o que o consumidor percebe como valor. Segundo o relatório Life Trends 2025, da Accenture, mais da metade das pessoas já encara a instabilidade como o “novo normal”. Isso altera profundamente a relação com marcas, benefícios e programas de fidelização.

 

 

O novo contexto de consumo e a redefinição do valor

Nesse ambiente, a lealdade do cliente deixa de ser apenas emocional. Ela se torna funcional, racional e orientada à utilidade. O The Bond Loyalty Report 2024 evidencia esse movimento ao mostrar que 85% dos consumidores afirmam que programas de loyalty aumentam a probabilidade de recompra, enquanto 79% dizem que esses programas elevam a chance de recomendação.

Ou seja, programas de loyalty impactam diretamente retenção, recorrência e crescimento orgânico.

 

 

O que realmente gera lealdade do cliente hoje

Mas existe um ponto de atenção: não é qualquer programa que gera lealdade. Os mesmos estudos mostram que facilidade de resgate, relevância das recompensas e personalização real são os principais fatores de engajamento — muito acima de acúmulo de pontos ou regras complexas.

 

  • Simplicidade e facilidade de resgate

Quando o benefício é difícil de usar, o valor percebido cai. Simplicidade gera confiança e aumenta o uso recorrente dos programas de loyalty.

  • Personalização relevante e humana

A Deloitte Loyalty Survey 2025, da Deloitte, reforça que recompensas financeiras ainda importam, mas consumidores esperam flexibilidade, integração digital fluida e experiências personalizadas. Ainda assim, apenas cerca de 60% se dizem satisfeitos com o nível atual de personalização, evidenciando um gap estratégico relevante.

 

 

Tendências culturais que moldam a lealdade

Do ponto de vista cultural, estudos da Box1824 indicam que consumidores valorizam marcas que oferecem autonomia, transparência e utilidade prática. Em um cenário de pressão financeira constante, benefícios que “cabem na realidade” ganham mais valor do que propostas aspiracionais desconectadas do cotidiano.

Essa leitura é reforçada pela WGSN, que aponta conveniência, economia de tempo e redução de fricções como novas formas de cuidado percebido. Incentivos e benefícios passam a ser vistos como suporte real, não apenas como prêmio.

 

Tendências de loyalty para 2026

Para 2026, quatro movimentos ganham força nos programas de loyalty e lealdade do cliente:

  1. Valor imediato e resgate simples, porque facilidade gera confiança.

  2. Personalização inteligente, apoiada em dados e IA, sem perder o olhar humano.

  3. Benefícios como extensão da marca, reforçando posicionamento e propósito.

  4. Loyalty como estratégia de crescimento, não como centro de custo, visão reforçada por estudos da Accenture Strategy e Deloitte Digital.

  5.  

Loyalty como estratégia de crescimento sustentável

Na Roda Trade, acreditamos que promoção não é apenas ativação, incentivo não é só estímulo e loyalty não se resume à retenção. Quando bem desenhados, esses elementos se tornam plataformas de relacionamento mensuráveis, escaláveis e sustentáveis.

A provocação estratégica para 2026 é direta: qual é a promessa de valor que sua marca entrega no primeiro contato — e confirma, de forma consistente, ao longo do tempo?

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